04/09/2026

Fhemig celebra aprovação de dois projetos de pesquisa em edital da Fapemig 

Estudos desenvolvidos por profissionais da Fundação refletem na qualidade da assistência prestada nas unidades da rede 

Cumprindo uma de suas missões institucionais, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) teve, recentemente, o resultado dos investimentos voltados ao desenvolvimento de pesquisas em suas unidades. A instituição teve dois projetos aprovados na chamada FAPEMIG nº 01/2026 – Demanda Universal, iniciativa de incentivo à pesquisa científica, tecnológica e de inovação em Minas Gerais. 

O resultado representa uma conquista importante para a Fundação e para os profissionais envolvidos nos projetos, além de um grande avanço no que diz respeito aos benefícios para a população, evidenciando a necessidade de produção científica desenvolvida nas unidades da rede. 

Farmácia

Entre os projetos beneficiados, está o “Cuidado Farmacêutico aplicado aos cuidados paliativos na pediatria em um hospital infantil referência em Belo Horizonte”, coordenado por Natália Helena de Resende, farmacêutica Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), da rede Fhemig.  pesquisa fapemig

A pesquisa terá duração de três anos e vai investigar os principais desafios relacionados ao uso de medicamentos dentro dos hospitais. “O estudo será dividido em duas frentes. A primeira será baseada em entrevistas com profissionais da saúde e farmacêuticos que atuam no hospital.  Já a segunda, será fundamentada na análise de dados do próprio hospital”, detalha a pesquisadora.

Ela explica que, inicialmente, será realizado um levantamento retrospectivo dos atendimentos realizados entre junho de 2025 e dezembro de 2026. A partir dos dados levantados, a pesquisa pretende identificar os diferentes perfis dos pacientes atendidos, a fim de estabelecer padrões e compreender quais são as principais condições de saúde e necessidades farmacêuticas encontradas. 

Como o foco da pesquisa será a situação de pacientes infantis com doenças raras, que se encontram em cuidados paliativos, o estudo pretende observar quais medicamentos são utilizados nesses casos, como eles são aplicados no tratamento e quais dificuldades podem surgir durante o uso.  Com essas informações, a pesquisa busca cruzar a realidade vivida pelos profissionais com os dados dos pacientes.

“O objetivo é identificar os principais gargalos no acesso e no uso dos medicamentos e entender onde existem oportunidades para melhorar o tratamento e a assistência dentro do hospital”, conclui Natália.

Reconstruções faciais

O coordenador do Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CTBMF) do Hospital João XXIII, Márcio Bruno Figueiredo Amaral, também teve a pesquisa aprovada pela Fapemig. O tema “Planejamento virtual com auxílio nas reconstruções faciais”, está inserido na área de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

Segundo ele, o projeto se inicia com a realização de uma tomografia computadorizada. A partir do resultado, as imagens são encaminhadas para um software, no qual são analisados todos os ossos da face e avaliadas as possibilidades para alcançar o melhor resultado possível em uma reconstrução facial. 

“As informações são utilizadas para a produção de um molde em uma impressora 3D. O modelo impresso auxilia no planejamento pré-operatório, proporcionando maior precisão e contribuindo para uma reconstrução mais assertiva durante a cirurgia”, explica Márcio.

A técnica pode ser utilizada em cirurgias decorrentes de traumas ou de comorbidades que provoquem alterações benignas ou malignas na face. 

Conquista para a Fhemig

Para a gerente de Ensino, Pesquisa e Inovação da Fhemig, Elaine de Andrade Azevedo, a conquista do recurso representa o reconhecimento do potencial dos pesquisadores da Fhemig e da qualidade científica e relevância das pesquisas desenvolvidas na Fundação.



"O apoio da Fapemig fortalece nossa capacidade de produzir conhecimento, estimular a inovação, formar recursos humanos e gerar resultados que contribuam para o aprimoramento da assistência à saúde do SUS". 

Esta matéria foi produzida em período de vedação eleitoral e publicada após seu encerramento.

Luiza Leone, estagiária sob supervisão de Michèlle Guirlanda