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Fhemig alerta: Não deixe o abuso de álcool estragar seu carnaval!

 

Belo Horizonte vai receber ainda mais foliões neste ano – são esperados 3,6 milhões de foliões nas ruas, 20% a mais que em 2017. Apesar de a capital mineira estar preparando uma estrutura adequada para receber tantas pessoas, é preciso ter atenção, e evitar o exagero no álcool é uma forma de não perder o controle no meio da multidão.

Cuidado com o abuso de álcool

Segundo o  gerente assistencial do hospital, Marcelo Lopes Ribeiro, o número de pessoas alcoolizadas, desidratadas e vítimas de pequenas agressões que chegam à emergência do HJXXII durante o carnaval é alto – muitas vezes, de 30 a 40 ao mesmo tempo. Esta é uma realidade do cenário atual, já que antigamente, como grande parte da população de BH viajava nesta época, o mais comum era a chegada de vítimas de acidentes nas estradas. “Alguns pacientes dão entrada muito alvoraçados, outros prostrados, com vômitos ou dor abdominal. Fazemos os exames necessários, e no final o que se constata é o abuso de álcool. A maioria deles, quando questionados, diz que estava em um bloquinho de carnaval”, afirma o médico. Ao beberem, as pessoas acabam se exaltando e brigando até sem motivo, e muitas vezes, podem sair vários feridos destas confusões. Portanto, tente se afastar quando vir inícios de discussões mais calorosas. “As ruas de Belo Horizonte estão ficando muito cheias, e a segurança não consegue conter os ânimos de todos os foliões. Portanto, é melhor prevenir e se afastar de problemas”, diz Marcelo.

As consequências de abusar do álcool durante vários dias seguidos são várias: uma das mais comuns é a queda de imunidade da pessoa, fazendo com que ela fique mais susceptível a doenças, que vão desde uma simples gripe, a uma amigdalite ou até mesmo uma faringite. Outros problemas graves que podem aparecer em decorrência do abuso das bebidas, são a desidratação do organismo e o sobrecarregamento do fígado. Este último pode gerar sintomas bem desagradáveis para o paciente, como vômitos e diarreias em grande quantidade – o que acaba contribuindo também para a desidratação.

Prepare-se antes da folia!

A hidratação durante as festas de carnaval é extremamente importante, mas como o folião costuma se esquecer de beber água entre as bebidas alcóolicas, Marcelo Ribeiro sugere a ingestão de soro caseiro antes e depois dos blocos. “Bebendo o soro antes de sair de casa, quando retornar, as chances de uma desidratação são praticamente zero. A pessoa pode até ter náuseas, dores de cabeça, mas estará hidratada”, afirma o coordenador de plantão.

Outra forma de evitar os problemas consequentes do abuso de álcool é comer algo antes de sair de casa. De acordo com Marcelo, o importante é se alimentar, independente se a comida é considerada saudável ou não. “A pessoa deve estar nutrida. Se há uma ingestão de proteínas e carboidratos, é o suficiente”, explica o profissional.

Deve-se ter cuidado também ao beber nas latinhas, que costumam ficar armazenadas em uma água suja. Segundo Marcelo, pode haver contaminação por uma bactéria existente nesta água, e a pessoa acaba associando erroneamente seu mal estar à bebida alcoólica. “Antes de beber direto na latinha, limpe- a com água ou um lenço umedecido”, recomenda ele.

Se beber, não dirija!

Se quiser curtir a folia na rua em sua própria cidade, deixe o carro em casa. Caso vá viajar, todo o cuidado é pouco nesta época do ano: durante o carnaval, o número de veículos nas estradas aumenta, e consequentemente os riscos de acidentes. Segundo Paulo Roberto Carreiro, cirurgião do HJXXIII, quanto maior a velocidade, mais graves serão as lesões causadas pela batida. “Na hora do impacto, a velocidade do veículo se converte em energia a ser transmitida para o corpo dos ocupantes, e é a quantidade desta energia que determina a gravidade dos ferimentos”, explica ele.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 90% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana. Para reduzir as chances disto acontecer, tome os seguintes cuidados:

- Realize manutenção preventiva do veículo antes de viajar;
- Não dirija em alta velocidade;
- Jamais dirija sob efeito de álcool;
- Mantenha a distância segura em relação ao veículo da frente;
- Não realize ultrapassagem à direita;
- Use cinto de segurança;
- Crianças devem ser transportadas com a utilização de equipamentos de segurança adequados à idade, peso e altura;
- Objetos e bagagens devem ser transportados no porta-malas. Em uma colisão, o objeto solto pode ser arremessado no interior do veículo e seu peso é multiplicado por 50 vezes, ou mais, dependendo da velocidade.

Atenção redobrada com as crianças

A pessoa responsável pela criança não deverá ingerir álcool, já que precisa estar atenta a todos os movimentos do pequeno, e tomar cuidados extras com ele. Segundo o diretor do HJXXIII e pediatra Sílvio Grandinetti, os incidentes mais comuns com crianças em blocos de carnaval são as quedas da própria altura e a desidratação. “É preciso oferecer líquido (água, suco, água de coco) constantemente a elas, e alimentos leves, para que elas não passem mal”, afirma o médico. O protetor solar também é fundamental para evitar queimaduras solares. “É importante lembrar que o ideal é que as crianças pulem carnaval com outras, em blocos destinados a elas, com percursos curtos”, conclui Grandinetti.

A identificação das crianças é importante para caso elas se percam dos pais: “uma opção é colocar uma pulseira no braço, ou pendurar um crachá, com nome, telefones e endereço”, sugere o pediatra. Além disso, a organização “Criança Segura” recomenda que os pais segurem os pulsos dos filhos ao invés das mãos, pois o risco é menor de eles escaparem para brincar e sumirem no meio da multidão.

Mergulho em águas rasas

Quem escolher como destino durante as festas de carnaval, lugares que tenham nas proximidades rios e cachoeiras, deve ter atenção com os perigos causados por mergulho em águas rasas. Todo o cuidado é pouco, pois mesmo que a pessoa esteja acostumada a nadar no local, a ingestão de álcool contribui para que ela perca a noção da profundidade das águas, que também pode mudar de acordo com a época do ano. O HJXXIII registra o maior número de casos de afogamentos e lesões graves de coluna durante os feriados prolongados. Na maioria das vezes, o afogamento de adultos acontece quando a pessoa ingere bebida alcoólica de forma excessiva, a ponto de diminuir os reflexos, e, em seguida, entra na água – muitas vezes sem saber nadar.

O mergulho em águas rasas é a quarta causa de lesão medular no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A maioria dessas lesões afeta pessoas com idade entre 10 e 30 anos. Um mergulho mal calculado - seja em rio, piscina ou mar - pode ser suficiente para deixar uma pessoa paralisada por toda a vida. Ao cair do alto, de cabeça, num local raso ou onde há pedras ou bancos de areia, o choque faz com que o pescoço seja dobrado enquanto o resto do corpo continua a se mover, causando fratura de uma das vértebras.

- Não mergulhe em locais desconhecidos;
- Busque informações sobre a profundidade do local em que você pretende mergulhar;
- Entre primeiro no local, sem mergulhar;
- Evite brincar de empurrar amigos para dentro de piscina, cachoeira, lagoa ou mar

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