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Fhemig forma primeira turma de Residência em Enfermagem Obstétrica

 


Aconteceu na sexta-feira (29), no auditório da Administração Central, a formatura da primeira turma de Residência em Enfermagem Obstétrica da Fhemig. A formação das quatro novas profissionais - Jéssica Romão, Karla Santos, Marina Moreira e Rose Bonfim -, é um enorme ganho para Minas Gerais e para o Sistema Único de Saúde (SUS), já que sua área de trabalho é de extrema importância na assistência do parto humanizado. Durante a residência, as agora enfermeiras obstétricas atuaram na Maternidade Odete Valadares, Hospital Júlia Kubitschek e na Atenção Básica de Saúde.

Estiveram presentes na cerimônia a presidente da Fhemig, Vânia Cunha; a diretora da Maternidade Odete Valadares, Flávia Ribeiro; a gerente assistencial do Hospital Júlia Kubitschek, Inessa Beraldo; os coordenadores do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Fhemig, Vera Bonazzi e Mateus Marcelino; a representante da Secretaria Estadual de Saúde, Carla Caldeira; a vice-presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais, Lizandra Aquino; a coordenadora das comissões de residência em saúde da Fhemig, Elaine Azevedo; a presidente da Associação Brasileira de Enfermeiros Obstetras de Minas Gerais, Juliana do Carmo; e a responsável pela articulação dos campos de residência na Atenção Básica de Contagem, Ivana Andrade. 

A presidente da Fhemig, Vânia Cunha, parabenizou as formandas e seus familiares, e destacou a importância do momento para a saúde pública estadual e nacional. “Tenho muito orgulho de participar desta história. A iniciativa da abertura da Residência em Enfermagem Obstétrica na Fhemig é referência para Minas Gerais e todo o país”, ressaltou. Para a formanda Marina Moreira, de 25 anos, a experiência do programa de residência na Fhemig foi maravilhosa: “A residência em si, em que você tem mais pratica que aulas em sala de aula, é uma forma muito mais fácil de você aprender e se tornar um profissional capacitado em sua área de atuação. Espero conseguir aplicar com excelência tudo o que aprendi nos últimos dois anos e seguir os grandes exemplos que tivemos”, afirmou a enfermeira obstétrica.

Inessa Beraldo relembrou o caminho trilhado pelas formandas durante a residência nas maternidades MOV e HJK. “Elas são vencedoras. Começaram uma residência que precisou de muitos ajustes ao longo do tempo, e tiveram paciência e força para construir um projeto do qual elas nem sabiam se desfrutariam futuramente. A residência foi formada junto com elas, e nós aprendemos muito com elas durante esta caminhada”, disse Inessa. “A Fhemig acertou em oferecer esta residência, pois temos muito o que oferecer. A assistência multiprofissional é essencial na busca de um atendimento de qualidade e seguro para nossas mulheres”, completou a gerente assistencial do HJK.

Humanização

De acordo com o coordenador de Enfermagem Obstétrica (EO) da MOV e tutor do programa de residência, Mateus Marcelino, estudos internacionais comprovam que modelos liderados por enfermeiras obstétricas ou obstetrizes demonstram bons resultados perinatais, além de alta satisfação das mulheres no nascimento de seus filhos. “As melhores evidências cientificas demonstram aumento no número de partos normais e diminuição de intervenções desnecessárias nas parturientes, reduzindo taxas de analgesia farmacológica e de cesarianas”.

O profissional ainda destaca que, inserir EOs nas maternidades do nosso país é uma das frentes da atual política obstétrica nacional. “Nunca se falou tanto em humanização da assistência ao parto como nos últimos anos; sinal de uma atenção obstétrica que requer mudanças paradigmáticas e na formação dos profissionais que assistem a mulher neste momento tão especial de suas vidas. Formar enfermeiras obstétricas em um pensamento humanístico e de acordo com padrões internacionais de competências é uma missão do nosso programa de residência”, salienta.

O início

Segundo a coordenadora do Programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Fhemig, Vera Bonazzi, a inserção do enfermeiro obstétrico nas unidades da Fundação se deu a partir do concurso de 2009, após a criação da Rede Cegonha, lançada pelo Ministério da Saúde, que tinha como uma das principais estratégias para a mudança do modelo assistencial, o investimento e incentivo para a formação (especialização e residência) do enfermeiro obstétrico, e o aprimoramento deste profissional. “A iniciativa tornou-se política pública nacional, seguindo modelos e tendências internacionais, para a melhoria dos indicadores de morbimortalidade materna e neonatal, e consequentemente a redução cesariana no país”, afirma Vera.

Parceria

Sobre a parceria entre a maternidade do HJK e a MOV, Mateus acredita que a iniciativa proporciona fortalecimento da relação entre as unidades, alinhamento de práticas assistenciais baseadas em evidências e o fortalecimento da EO na Fhemig. “Cada maternidade tem oferecido o que tem de melhor na formação dos nossos residentes”, conclui. Segundo Vera, a Residência em Enfermagem Obstétrica da Fhemig (MOV/HJK) a cada ano vem aumentando o número de inscritos no processo de seleção - em 2019 houve 127 inscritos para seis vagas.

 

Por Anni Sieglitz e Fernanda Moreira

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